domingo, 2 de agosto de 2009

Revelações


Se o tema Pacto lhe trouxer qualquer mal estar, este só pode ser uma criação mental de uma mente que há muitos anos esteve arraigada em conceitos de bem e mal, culpa e pecados. Os Magos em todos os tempos sempre pactuaram com entidades. De outra forma de onde viria o seu poder? Uma pessoa pode até determinado limite desenvolver dons, mas certos poderes fogem do nosso domínio e inclusive das leis de nosso Universo físico. Mas vamos contar um pouquinho de nossa história para clarear a mente daqueles que estão lendo estas linhas. Como os amigos já devem saber, Frater Magister assumiu no Brasil a Society Ordo Templi Orientis, uma Ordem de cuja linhagem ascendente é Marcelo Ramos Motta, David Bersson, Karl Germer e Aleister Crowley. Sóror Fortuna pertence a uma linhagem não muito distante, com origens na Thelemic Golden Dawn,enquanto viveu em New York , tendo em sua linha ascendente, David Cherubin, Grady MacArthur, Karl Germer e Aleister Crowley.
Com a nossa união nasceu a E.I.E. Caminhos da Tradição. Com o surgimento da escola, nossos estudos das ciências ocultas se intensificaram. Nossos conhecimentos unidos nos possibilitaram inúmeras experiências novas no campo da magia. Mas ao mesmo tempo muitas dúvidas surgiram. Nossas verdades pessoais foram jogadas por terra, pois a cada momento uma nova descoberta, um novo conceito nascia. Fomos aperfeiçoando-nos na arte, um complementando a experiência do outro, até chegarmos a um senso comum.
Tudo em nosso caminho parecia já estar traçado, mas nós não sabíamos. A nossa escola nasceu de um curso despretensioso: O Curso Básico de Magia, que fez tamanho sucesso que os alunos não queriam que o curso terminasse, e assim foi gerando outro e outro curso. Fomos obrigados a legalizar a escola, ter um domínio próprio, plataforma Moddle, etc... Tudo foi tão rápido que nem percebíamos... Com a escola montada, foi crescendo o desejo de ser inovador, diferente, não queríamos um portal esotérico como muitos por aí, com tudo muito bonitinho, lilás e harmônico... Queríamos Magia de Verdade! Começamos a traduzir então um material inédito, pela primeira vez ao idioma português: os Grimórios! Confesso que foi terrível, uma dor de cabeça, livros faltando páginas, pesquisas na internet, diversas versões antigas de livros cheios de ácaros que nos davam alergias e mal se conseguia ler. Mas a curiosidade e o compromisso com a Escola falavam mais alto, traduzimos 16 títulos e ainda temos outros que traduziremos futuramente. Ao estudar estes livros, percebemos que algo estava errado, tudo parecia fácil demais nestes grimórios e não fazia sentido. Alguns parecem ter sido escritos como que anotações para alguém que já teria conhecimento da Arte de Conjurar, mas só parece, isso é um ato proposital. Paralelo a estes estudos, seguíamos com o estudo da Qabalah e de outras vertentes do ocultismo, como Magia Enochiana, Abramelin, Vodu, Bon Pô, Umbanda, Quimbanda, Thelema, Goetia, etc... Os trabalhos de magia constantes, os questionamentos dos alunos, enfim, a mente continuamente voltada para o ocultismo nos empurrou para um desenvolvimento praticamente obrigatório.
Ao escrevermos o nosso livro Magia Angelical aprendemos muito sobre a natureza dos Anjos e Demônios. Mas, muito de nosso aprendizado não vem de Livros. As grandes descobertas vêm dos ensinamentos que obtivemos através de viagens e projeções astrais e da ajuda de nossos espíritos familiares. Na verdade, existem certas coisas que não se tem como explicar. Por exemplo; porque algumas pessoas conseguem o auxílio desses espíritos familiares e outros não? Na verdade, nada é dado, tudo é conquistado. Há certos ensinamentos que mesmo que revelados a pessoa não pode assimilar porque não tem preparo para isso. Por exemplo: é como dar um livro de Física Quântica para uma criança de 8 anos ler. Ela poderá ler, mas não entenderá nada. Ou seja, com estes anos de preparo e dedicação pudemos alcançar estas revelações. A revelação sobre os Pactos veio assim, numa projeção astral. Nesta projeção, que foi a mais clara e reveladora que já tive em minha vida eu andava por uma cidade de pedra, depois da montanha. Uma cidade bem pequena. Encontrei a porta de uma casa aberta e entrei, em seguida entrou um Alquimista que dizia estar me esperando, este alquimista me revelou muitas coisas e me mostrou vários pantáculos. A casa que parecia pequena por fora, mas era imensa por dentro. Ele me disse o nome da cidade, que era depois da montanha e próxima ao mar. Cidade esta que presumi que fosse na Espanha, pois este era o idioma que ele falava... Entre as revelações que me foram dadas, ele me mostrou uma capela de pedra que ao despertar eu me lembrava que tinha a ver com “lugar alto” ou “Cidade Alta” a localização da capela. Ao despertar, comentei o fato com o Frater Magister, que se interessou imediatamente, pois as descrições eram detalhadas e eu jamais tinha comentado nada sobre este tema e tampouco havia ouvido falar deste lugar. O frater então se projetou ao local e obteve maiores informações. Descobriu que a cidade se localizava sob a ponta de um triângulo invertido desenhado sobre o mapa da Espanha. Encabulados, fomos pesquisar nos mapas e na internet e descobrimos que o nome da cidade e a localização estavam corretos. Depois das montanhas, próximo ao mar, exatamente sob a ponta do triângulo invertido. As fotos do local eram intrigantes! Idênticas ao local que vimos na projeção! E mais, descobrimos que a cidade fica numa encruzilhada de 4 caminhos, exatamente como está nas clavículas de Salomão: “O melhor lugar para o ritual é numa encruzilhada de 4 caminhos próxima ao mar ou a um rio”...
Tantas coincidências não existem, descobrimos que esta cidade: “Arzúa” se localiza no Caminho de Santiago de Compostela... Aí matamos a charada! “O Caminho de Santiago”, “O Alquimista”, etc... Descobrimos com quem foi o Pacto do famoso escritor que vendeu tantos livros em tantos países... Fizemos o ritual, pactuamos! Nossa situação financeira mudou radicalmente em poucos dias e continua mudando... Ao evocarmos a entidade, ela nos disse: “Vá até Arzúa na capela que lhes darei muitas revelações”. Ao chegar lá a primeira surpresa, a rua onde se localiza a “capela da Madalena” – a rua de acesso se chama “Cima do Lugar” – como disse acima, na projeção não me lembrava ao certo como se chama, mais sabia que tinha a ver com “lugar alto” ou “Cidade Alta”. Bom, ao depararmos com a capela notamos que a fachada da mesma está voltada para “Oeste”, ao entrar um quadrado perfeito marcando os quatro pontos cardeais e a frente um portal e duas tumbas com muitas inscrições nas paredes da capela... Ao adentrarmos referido lugar uma de nossas vidas passadas passou diante de nossos olhos como um filme, relembramos de tudo o que vivemos naquele lugar com clareza. Deciframos o significado do que buscávamos e pudemos “desenterrar” o tesouro que nos foi prometido no pacto. Que está escrito nas clavículas de Salomão: “O espírito deve indicar o tesouro mais próximo”.
Meus caros, foi uma experiência realmente fascinante e o resultado foi a olhos vistos. Sim fizemos todo um estudo, um profundo estudo muito além do que Crowley e outros puderam mencionar, mas nós também não escreveremos nada sobre isso, o que passarmos para vocês será também de boca a ouvido conforme orientações do alquimista que também contatamos espiritualmente. Tudo será para quem realizar o Pactvm Pactorvm. Estaremos criando reis, com toda a humildade e sinceridade que posso afirmar nessas poucas linhas que lhes escrevemos.

terça-feira, 21 de abril de 2009

OS ESCRAVOS SERVIRÃO


por Francisco Marengo (Frater Magister)

Qual é a primeira impressão que essa frase causa? Com certeza algo relacionado à intolerância, a discriminação, etc. Posso assegurar que não é nada disso. Vou tentar nessas poucas linhas explicar o significado dessa frase.

Vamos refletir nessa simples frase do Líber Al II, 58-59:

58. Sim! Não considereis mudança: vós sereis como vós sois, & não outro. Portanto os reis da terra serão Reis para sempre: os escravos servirão. Não há ninguém que será rebaixado ou exaltado: tudo é sempre como foi. Entretanto há os meus servos disfarçados: pode ser que aquele mendigo adiante seja um Rei. Um Rei pode escolher sua vestimenta como ele quiser: não há teste seguro: mas um mendigo não pode esconder sua pobreza.
59. Cuidado, portanto! Ama a todos, pois pode ser que haja um Rei escondido! Dizes assim? Tolo! Se ele for um Rei, tu não podes machucá-lo.
Nós reconhecemos dois tipos dos povos no mundo: reis e escravos. Como novatos do trabalho na Grande Obra, naturalmente, precisamos ser REIS E MESTRES, ou buscar a maestria para que nos livremos da escravidão e da limitação. Nós não procuramos dominar ou controlar outros, mas dominar e controlar a nós mesmos, o que já é um grande feito. Os reis são aqueles que realizam e fazem sua própria vontade verdadeira, e que vivem como indivíduos livres, autogovernados e auto-suficientes, sendo eles cidadãos do mundo. Os escravos, por outro lado, ignoram sua verdadeira vontade, sendo parte da consciência coletiva e da massa de conformismo, perdida e limitada em um mundo insensível e ignorante repletos da desilusão. Os reis são poucos, escravos são muitos. Os reis são os verdadeiros empregados da Divindade, que exercitam o amor sob vontade, e unem-se com o Todo fazendo do movimento do Universo a sua própria verdadeira vontade. Os escravos são limitados a suas naturezas inferiores ou pessoais, e nem sabem a que vieram e para onde vão.

“Reis e escravos”, mas o que isso quer dizer? Todos os escravos poderiam um dia se tornar Reis? Os Reis poderiam se tornar escravos? Qual é a diferença entre um e outro e qual é o preço a se pagar? É isso que tentarei explicar para vocês neste ensaio.

Vou falar sobre os escravos - os conformistas e passivos. São aquelas pessoas que só pensam nelas mesmas, havendo um sentido de egoísmo em tudo que fazem. Que pensam em trabalhar para ganhar “apenas” o seu sustento. São pessoas que não se interessam em evoluir e nem em aprender nada. Geralmente tem medo de saber “verdades” e com isso abrirem os olhos e gerar “responsabilidade”, ou então realmente não estão preparadas para aprender nada. Jamais deixarão nada de produtivo para humanidade. Um aprendizado oculto poderia resultar num choque com suas crenças. As pessoas nem sempre estão prontas para isso, pois precisam de um deus que as julgue, conduza, castigue, proteja. Buscam receber presentes e dádivas divinas a todo instante, para isso não medem esforços em fazer toda a sorte de promessas absolutamente sem nenhum sentido. Fazem como os três macaquinhos, tampando os próprios olhos, ouvidos e bocas. São os “covardes da vida”, os omissos, os preguiçosos, os comodistas, é aquele que dá a esmola o mais rápido possível, para se ver livre dos mendigos, e nem são capazes de perceber a sua própria pobreza. Se vestir as vestes de um rei, o escravo não conseguirá esconder a sua miséria, a miséria de sua alma.

São atoleimados que adoram criar ofensas dirigidas as pessoas de bem, geralmente com termos chulos. Não há nenhuma honra em um cretinóide que ofende em público sem ter qualquer fundamento. O escravo geralmente pretende posar de intelectual, mas, sempre mostra ser um sevandija, nada mais que um biltre. E na ignorância que caracteriza os bilhostres do escravo. Tomam qualquer pessoa ser do mesmo jaez que ele. O escravo gosta de se fazer de vítima, algo como um tipo de mártir vitimado pelos desmandos dos reis, que calam as vozes dissidentes.

A segunda classe é a dos Reis. Os Reis são aqueles que querem! Eles querem saber, eles querem ousar, eles querem vencer, querem prosperar, etc. Estão em constante busca de sua Verdadeira Vontade, de sua Vontade Pessoal. Preocupam-se com suas realizações, fazem, agem, não importa a eles se terão algum reconhecimento futuro. A chave de suas vidas é: “Sem ânsia de resultados”. Sim, porque a ansiedade destrona reis, derruba os guerreiros, não nos permite ter sucesso em nossas realizações. Reconhecem as necessidades de sua coletividade e se esforçam para mudar o que precisa ser mudado e trabalhar de forma inteligente e sábia.
Sabe por que os escravos são escravos e os Reis são Reis? Simples, porque eles querem! Por que cada um deles escolheu assim, logo cada um é totalmente responsável por suas escolhas. Isso é simples de se entender, mas existem segredos nisso!
O universo é tão perfeito em sua mecânica! Pena que tão poucos conseguem ver isso. Os escravos não amargam as derrotas da vida como um Rei faria.
O Rei não sofre, porque ele gosta do que faz. O escravo querendo ou não riquezas, ele não quer ter responsabilidades e nem quer agir. Eles têm que se conformar com a miséria! É uma escolha deles. Os Reis podem ter de tudo, mas tem que cuidar de tudo, correr atrás de tudo. Eles têm que se conformar com a correria, com o constante movimento! É uma escolha deles. Os escravos têm que ser empregados dos Reis, é sua escolha. E não adianta dizer que se não houvesse escravos e pedintes, os reis estariam em maus lençóis, porque um rei não precisa ser exatamente milionário, ele sabe servir e se serve, o faz com dedicação, com prazer, diferentemente do escravo que precisa ser impulsionado para servir, pois quando faz, faz de mal gosto.
Mas, a mecânica social é ainda mais perfeita do que parece. Os reis têm uma coisa que os escravos não enxergam. É uma espécie de maldição para os escravos. Os reis sentem prazer na vida! É isso mesmo. Eles, por exemplo, chegam muito cansados do serviço e com um simples prato de comida, sentem um prazer (energia) que os escravos JAMAIS sentiriam com o mesmo prato. Isto se dá porque os escravos xingam, condenam suas próprias vidas, precisam achar um culpado para seus males.
Os reis sentem prazer nas pequenas coisas da vida, o que para um escravo é quase impossível sentir. Ainda mais na mesma intensidade e força. Vocês não percebem como os reis vivem sorrindo? Vivem felizes e qualquer mísera coisa já é um grande motivo para festa. Os escravos, quanto mais conseguem, mais insatisfeitos ficarão. Você pode dizer: “Eu quero uma bela casa!” Você pode ter. Um rei pode ter o que quiser, mas quando perceber que conquistou um sonho, sempre vai querer algo maior. Não porque não está satisfeito. É porque o rei vive para ação e para a conquista. Sabe que bens materiais também fazem parte de suas conquistas.
É claro que quando entramos em uma concessionária para tirar um importado zero é delicioso! O cheiro do carro novo, o roncar do motor. É um prazer imenso!
Chegará uma hora em que o escravo não mais conseguirá sentir prazer na vida, cairá na massa de conformismo.
Mais aí entra outro segredinho o que as pessoas precisam saber para não se afundarem em suas mágoas. Sabe onde fica a maior e inesgotável fonte de prazer? Como disse, no prazer da conquista. Se o escravo não perceber o quanto poderiam se beneficiar com isso, ele começará a nutrir um grande ódio ao ver alguém feliz, já que ele não consegue ter tudo que deseja, e não consegue ser feliz também. Aprenderão a tragar as alegrias alheias. TUDO NO UNIVERSO É UMA TROCA.
Um escravo egoísta é alguém mergulhado na infelicidade e de nada adiantará todas as suas conquistas. Um Rei traz felicidade, e quanto mais disso fizer, mais feliz ele será! E com isso, os escravos também são cuidados e quiçá poderão com esse contágio aprenderem a ser reis. Eu diria que a felicidade dos pequenos faz a felicidade dos reis. Porque se ficassem parados com todo o dinheiro, morreriam nas teias da infelicidade e então ao invés de reis, seriam escravos. O mundo todo deve prosperar!
Enquanto os escravos não souberem disso, eles sempre se sentirão injustiçados. Haverá crimes, seqüestros, corrupção, problemas sociais e descontentamentos. Enfim, a lei da ação e reação infalível.
Os Reis fazem descobertas e evoluem junto com a terra em que todos vivem. Eles trabalham para concretizar sonhos, eles descobrem e projetam felicidade com suas criações, não importa o que seja. E, um mundo só de escravos? Eles jamais teriam saído das cavernas. Equilíbrio é a palavra chave do universo. Sem ele, nada existe nada prospera. O egoísmo dos escravos de quererem ter tudo que foi pago e conquistado pelos reis, pago com alegria. O egoísmo dos escravos em não quererem se mover, e ainda assim acharem que devam ser pagos com o trabalho dos Reis. Os escravos servirão!
Não há distinções básicas entre nenhum ser humano. Mas, há distinções naquilo que os impelem para frente e naquilo que atravanca seu progresso e crescimento. O que é quase inalcançável para uns, é conquistado por outros, muitas vezes tendo nascido em condições mais precárias que esses. São essas pequenas coisas que distinguem os grandes seres, dos pequenos e reclusos em sua concha.
O que você quer ser? Um rei ou um escravo?

Amor é a lei, amor sob vontade.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Magia e Ajuda espiritual

Muitas vezes as pessoas que nos procuram dizem, quero isso, quero aquilo e eu digo, você precisa de um caminho, ora, quem fica rico, fica porque tem um negócio que cresceu, prosperou. Para um espírito lhe ajudar, você tem que mostrar para ele o caminho que pretende trilhar, pois não podemos esperar que chova dinheiro no seu quintal. Isso não é assim, e se você está atado a um emprego ruim, e fará as mesmas coisas todos os dias, nem mais, nem menos, eu diria: "Sinto muito, mas e agora?"As pessoas esperam das entidades orientação, uma mãozinha na parte financeira ou ganhar no jogo, ou até mesmo um milagre, neste pormenor, vamos refletir um pouco no nosso trinômio da prosperidade: saúde, muito dinheiro e harmonia no amor.Este trinômio tem que ser saudável para que sua vida esteja bem. Nós não queremos nada diferente disso para as pessoas que nos pedem ajuda espiritual, mais do que isso queremos em nossos trabalhos mágickos espirituais ensinar a pessoa a se ajudar. A ter uma atitude vencedora, a ver definitivamente a vida sorrir para você.A sorte, que é uma chispa divina, acontece num estado de espírito mui especial, e não é porque você quer que ela ocorra, em você, que isso vai acontecer, acontece sim quando você estiver pronto para ela, o que é bem diferente, pois é um estado de espírito, um estado de graça.Muitos querem ter dinheiro não só para necessidades mais básicas, muitos fariam qualquer coisa para terem sucesso, mas, ao mesmo tempo, não querem sair de sua zona de conforto. Isso se chama comodismo, afinal muita gente que não é comodista cai na vida e se levanta de novo.Somos objetivos e sinceros em nossas palavras, porque sabemos o que estamos dizendo, já ajudamos muitos que passavam por dificuldades, ou que não sabiam manipular as forças que os cercavam, usando-as de forma errada, mas que hoje sabem como usá-las e como trazer sucesso para suas vidas.Lembre-se, para tudo na vida existe um caminho. Existem pedras, obstáculos em qualquer coisa que façamos, porque os maldosos, os maledicentes e as forças mágickas contrárias a você, não querem que você cresça e seja feliz.Trazemos nosso conhecimento e magia para ajudar as pessoas a buscar uma forma de atingirem a liberdade, mas, se você está preso e se sente preso, então meu caro, minha cara, você faz parte da massa de conformismo, e não merece a felicidade de ser livre. Entendeu agora?Se o que escrevemos interessou você, faça-nos uma consulta, contate-nos e conte-nos o seu problema e quiçá nós possamos ajuda-lo a buscar uma solução através desse manancial cósmico que a natureza nos disponibiliza através da Magia e com isso possamos ajuda-lo a reestabelecer em sua vida o Trinômio da Prosperidade!]

Khonx Om Pax! Luz em Extensão!

Fraternalmente;

Francisco Marengo
Frater Magister.'.'.'
E.I.E. Caminhos da Tradição
www.cursosdemagia.com.br
"Um guerreiro reconhece sua dor, mas não se entrega a ela."

domingo, 14 de dezembro de 2008


Estabelecer contato com o invisível, para alguns parece ser tarefa incrivelmente fácil, para outros um intrincado caminho. Conhecer a Verdadeira natureza dos Anjos Celestes e dos Anjos Caídos.
Desses contatos que poderíamos manter, o mais sublime, especial, elevado, a chave para os poderes mágickos, para o conhecimento interior, mencionado nos mais diversos sistemas e tratados de magia, tanto Oriente como do Ocidente, é o contato com o Sagrado Anjo Guardião, o SAG, o Ser Silente, Augoeóides, Eu Superior, o Amante Eterno.
Na Kabbalah esse contato se dá na sexta esfera, Tiphareth, a Beleza, o resultado perceptível à consciência humana da harmonia da criação.
De fórmulas praticamente impossíveis de serem realizadas a caminhos seguros, o livro Magia Angelical se torna uma importante fonte de consulta a todo sério ocultista, que busca conhecer a luz e as sombras de sua alma.
Eu os convido a trilharem conosco por esse caminho. Que Adonai seja o nosso guia!
O Livro Magia Angelical está em condições de pré-lançamento. Confiram em nosso site: www.eiecaminhosdatradicao.com.br ou www.cursosdemagia.com.br/livro.htm
Khonx Om Pax!
Luz em extensão!
Fraternalmente;
Francisco Marengo
Frater Magister .'.'.'
E.I.E. Caminhos da Tradição

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O CONCÍLIO DE NICÉIA


Pesquisa e Compilação de dados: E.I.E. Caminhos da Tradição
(vide bibliografia e um link que levou uma discussão com um padre católico num fórum do Orkut ao final do texto)
325 D.C – É realizado o Concílio de Nicéia, atual cidade de Iznik, província de Anatólia (nome que se costuma dar à antiga Ásia Menor ), na Turquia asiática. A Turquia é um país euro-asiático, constituído por uma pequena parte européia, a Trácia, e uma grande parte asiática, a Anatólia. Este foi o primeiro Concílio Ecumênico da Igreja, convocado pelo Imperador Flavius Valerius Constantinus (285 - 337 d.C), filho de Constâncio I. Quando seu pai morreu em 306, Constantino passou a exercer autoridade suprema na Bretanha, Gália ( atual França ) e Espanha. Aos poucos, foi assumindo o controle de todo o Império Romano. Desde Lúcio Domício Aureliano (270 - 275 d.C.), os Imperadores tinham abandonado a unidade religiosa, com a renúncia de Aureliano a seus "direitos divinos", em 274. Porém, Constantino, estadista sagaz que era, inverteu a política vigente, passando, da perseguição aos cristãos, à promoção do Cristianismo, vislumbrando a oportunidade de relançar, através da Igreja, a unidade religiosa do seu Império. Contudo, durante todo o seu regime, não abriu mão de sua condição de sumo-sacerdote do culto pagão ao "Sol Invictus". Tinha um conhecimento rudimentar da doutrina cristã e suas intervenções em matéria religiosa visavam, a princípio, fortalecer a monarquia do seu governo.
Na verdade, Constantino observara a coragem e determinação dos mártires cristãos durante as perseguições promovidas por Diocleciano, em 303. Sabia que, embora ainda fossem minoritários ( 10% da população do império ), os cristãos se concentravam nos grandes centros urbanos, principalmente em território inimigo. Foi uma jogada de mestre, do ponto de vista estratégico, fazer do Cristianismo a Religião Oficial do Império : Tomando os cristãos sob sua proteção, estabelecia a divisão no campo adversário. Em 325, já como soberano único, convocou mais de 300 bispos ao Concílio de Nicéia. Constantino visava dotar a Igreja de uma doutrina padrão, pois as divisões, dentro da nova religião que nascia, ameaçavam sua autoridade e domínio. Era necessário, portanto, um Concílio para dar nova estrutura aos seus poderes.
E o momento decisivo sobre a doutrina da Trindade ocorreu nesse Concílio. Trezentos Bispos se reúnem para decidir se Cristo era um ser criado (doutrina de Arius) ou não criado, e sim igual e eterno como Deus Seu Pai (doutrina de Atanásio). A igreja acabou rejeitando a idéia ariana de que Jesus era a primeira e mais nobre criatura de Deus, e afirmou que Ele era da mesma "substância" ou "essência" (isto é, a mesma entidade existente) do Pai.
Assim, segundo a conclusão desse Concílio, há somente um Deus, não dois; a distância entre Pai e Filho está dentro da unidade divina, e o Filho é Deus no mesmo sentido em que o Pai o é. Dizendo que o Filho e o Pai são "de uma substância", e que o Filho é "gerado" ("único gerado, ou unigênito", João 1. 14,18; 3. 16,18, e notas ao texto da NVI), mas "não feito", o Credo Niceno, estabelece a Divindade do homem da Galiléia, embora essa conclusão não tenha sido unânime. Os Bispos que discordaram, foram simplesmente perseguidos e exilados. Com a subida da Igreja ao poder, discussões doutrinárias passaram a ser tratadas como questões de Estado. E na controvérsia ariana, colocava-se um obstáculo grande à realização da idéia de Constantino de um Império universal que deveria ser alcançado com a uniformidade da adoração divina.
O Concílio foi aberto formalmente a 20 de maio, na estrutura central do palácio imperial, ocupando-se com discussões preparatórias na questão ariana, em que Arius , com alguns seguidores, em especial Eusébio , de Nicomédia; Teógnis, de Nice, e Maris, de Chalcedon, parecem ter sido os principais líderes. Como era costume, os bispos orientais estavam em maioria. Na primeira linha de influência hierárquica estavam três arcebispos : Alexandre, de Alexandria; Eustáquio, de Antioquia e Macário, de Jerusalém, bem como Eusébio, de Nicomédia e Eusébio, de Cesaréia. Entre os bispos encontravam-se Stratofilus, bispo de Pitiunt (Bichvinta, reino de Egrisi). O ocidente enviou não mais de cinco representantes na proporção relativa das províncias : Marcus, da Calabria (Itália) ; Cecilian, de Cartago (África) ; Hosius, de Córdova (Espanha); Nicasius, de Dijon (França) e Domnus, de Stridon (Província do Danúbio). Apenas 318 bispos compareceram, o que equivalia a apenas uns 18% de todos os bispos do Império. Dos 318, poucos eram da parte ocidental do domínio de Constantino, tornando a votação, no mínimo, tendenciosa. Assim, tendo os bispos orientais como maioria e a seu favor, Constantino aprovaria com facilidade, tudo aquilo que fosse do seu interesse. As sessões regulares, no entanto, começaram somente com a chegada do Imperador. Após Constantino ter explicitamente ordenado o curso das negociações, ele confiou o controle dos procedimentos a uma comissão designada por ele mesmo, consistindo provavelmente nos participantes mais proeminentes desse corpo.
O Imperador manipulou, pressionou e ameaçou os partícipes do Concílio para garantir que votariam no que ele acreditava, e não em algum consenso a que os bispos chegassem. Dois dos bispos que votaram a favor de Arius foram exilados e os escritos de Arius foram destruídos. Constantino decretou que qualquer um que fosse apanhado com documentos arianistas estaria sujeito à pena de morte. Mas a decisão da Assembléia não foi unânime, e a influência do imperador era claramente evidente quando diversos bispos de Egito foram expulsos devido à sua oposição ao credo. Na realidade, as decisões de Nicéia foram fruto de uma minoria. Foram mal entendidas e até rejeitadas por muitos que não eram partidários de Ário.
Posteriormente, 90 bispos elaboraram outro credo (O "Credo da Dedicação") em, 341, para substituir o de Nicéia. (...) E em 357, um Concílio em Smirna adotou um credo autenticamente ariano. Portanto, as orientações de Constantino nessa etapa foram decisivas para que o Concílio promulgasse o credo de Nicéia, ou a Divindade de Cristo, em 19 de Junho de 325. E com isso, veio a conseqüente instituição a Santíssima Trindade e a mais discutida, ainda, a instituição do Espírito Santo, o que redundou em interpolações e cortes de textos sagrados, para se adaptar a Bíblia às decisões do conturbado Concílio e outros, como o de Constantinopla, em 38l, cujo objetivo foi confirmar as decisões daquele. A concepção da Trindade, tão obscura, tão incompreensível, oferecia grande vantagem às pretensões da Igreja. Permitia-lhe fazer de Jesus Cristo um Deus. Conferia a Jesus, que ela chama seu fundador, um prestígio, uma autoridade, cujo esplendor recaia sobre a própria Igreja católica e assegurava o seu poder, exatamente como foi planejado por Constantino. Essa estratégia revela o segredo da adoção trinitária pelo concílio de Nicéia. Os teólogos justificaram essa doutrina estranha da divinização de Jesus, colocando no Credo a seguinte expressão sobre Jesus Cristo : “Gerado, não criado”. Mas, se foi gerado, Cristo não existia antes de ser gerado pelo Pai. Logo, Ele não é Deus, pois Deus é eterno!
Espelhando bem os novos tempos, o Credo de Nicéia não fez qualquer referência aos ensinamentos de Jesus. Faltou nele um "Creio em seus ensinamentos", talvez porque já não interessassem tanto a uma religião agora sócia do poder Imperial Romano. Mesmo com a adoção do Credo de Nicéia, os problemas continuaram e, em poucos anos, a facção arianista começou a recuperar o controle. Tornaram-se tão poderosos que Constantino os reabilitou e denunciou o grupo de Atanásio. Arius e os bispos que o apoiavam voltaram do exílio. Agora, Atanásio é que foi banido. Quando Constantino morreu ( depois de ser batizado por um bispo arianista), seu filho restaurou a filosofia arianista e seus bispos e condenou o grupo de Atanásio. Nos anos seguintes, a disputa política continuou, até que os arianistas abusaram de seu poder e foram derrubados. A controvérsia político/religiosa causou violência e morte generalizadas. Em 381 d.C, o imperador Teodósio (um trinitarista) convocou um concílio em Constantinopla. Apenas bispos trinitários foram convidados a participar. Cento e cinqüenta bispos compareceram e votaram uma alteração no Credo de Nicéia para incluir o Espírito Santo como parte da divindade. A doutrina da Trindade era agora oficial para a Igreja e também para o Estado. Com a exclusiva participação dos citados bispos, a Trindade foi imposta a todos como "mais uma verdade teológica da igreja". E os bispos, que não apoiaram essa tese, foram expulsos da Igreja e excomungados.
Tudo isso nos leva a crer que o homem chamado "Jesus Cristo" na maneira descrita nos Evangelhos nunca existiu. Suas peripécias são fictícias; não padeceu sob nenhum Pôncio Pilatos; não foi nem poderia jamais ser a única Encarnação do Verbo; e qualquer Igreja, seita ou pessoa que diga o contrário ou está enganada ou enganando. Não quero dizer com isto que um homem assim não pudesse ter nascido, pregado e padecido. Segundo a Doutrina Teosófica, teria existido um homem chamado Joshua Ben Pandira. Tais homens nascem continuamente, e continuarão a nascer por todos os tempos: Encarnações do Logos, Templos do Espírito Santo, Cruzes de Matéria coroadas pela Chama do Espírito.
Direi mais: Houve, em certa ocasião, um homem que alcançou no mais alto grau a consciência de sua própria Divindade; e este homem morreu em circunstâncias análogas (porém não idênticas!) àquelas narradas nos Evangelhos. Seu nascimento perdeu-se na noite dos tempos: ele foi o original do "Enforcado" ou "Sacrifício" no Tarô, e os egípcios o conheciam pelo nome de Osíris. Foi esse Iniciado quem formulou na carne a fórmula do Deus Sacrificado. Esta é a fórmula da Cerimônia da Morte de Asar na Pirâmide, que foi reproduzida nos mistérios de fraternidades maçônicas da tradição de Hiram, das quais o exemplo mais perfeito foi o Antigo e Aceito Rito Escocês. O Grau 33° desse rito indicava uma Encarnação do Logos, a descida do Espírito Santo; a manifestação, na carne, de um Cristo; a presença do Deus Vivo. Por volta do século IX, o credo já estava estabelecido na Espanha, França e Alemanha. Tinha levado séculos desde o tempo de Cristo para que a doutrina da Trindade "pegasse". As políticas do governo e da Igreja foram as razões que levaram a Trindade a existir e se tornar a doutrina oficial da Igreja. Como se pode observar, a doutrina trinitária resultou da mistura de fraude, política, um imperador pagão e facções em guerra que causaram mortes e derramamento de sangue. As Igrejas Cristãs hoje em dia dizem que Constantino foi o primeiro Imperador Cristão, mas seu "cristianismo" tinha motivação apenas política. É altamente duvidoso que ele realmente aceitasse a Doutrina Cristã. Ele mandou matar um de seus filhos, além de um sobrinho, seu cunhado e possivelmente uma de suas esposas. Ele manteve seu título de alto sacerdote de uma religião pagã até o fim da vida e só foi batizado em seu leito de morte. ************ OBS.: Em 313 d.C., com o grande avanço da "Religião do Carpinteiro", o Imperador Constantino Magno enfrentava problemas com o povo romano e necessitava de uma nova Religião para controlar as massas. Aproveitando-se da grande difusão do Cristianismo, apoderou-se dessa Religião e modificou-a, conforme seus interesses. Alguns anos depois, em 325 D.C, no Concílio de Nicéia, é fundada, oficialmente, a Igreja Católica...
Há que se ressaltar que, "Igreja" na época de Jesus, não era a "Igreja" que entendemos hoje, pois se lermos os Evangelhos duma ponta à outra veremos que a palavra «Igreja», no sentido que hoje lhe damos, nem sequer neles é mencionada exceto por aproximação e apenas três vezes em dois versículos no Evangelho de Mateus (Mt 16, 18 e Mt 18, 17), pois a palavra grega original, usada por Mateus, ekklêsia, significa simplesmente «assembléia de convocados», neste caso a comunidade dos seguidores da doutrina de Jesus, ou a sua reunião num local, geralmente em casas particulares onde se liam as cartas e as mensagens dos apóstolos. Sabemo-lo pelo testemunho de outros textos do Novo Testamento, já que os Evangelhos a esse respeito são omissos. Veja-se, por exemplo, a epístola aos Romanos (16,5) onde Paulo cita o agrupamento (ekklêsia) que se reunia na residência dum casal de tecelões, Áquila e Priscila, ou a epístola a Filémon (1, 2) onde o mesmo Paulo saúda a ekklêsia que se reunia em casa do dito Filémon ; num dos casos, como lemos na epístola de Tiago (2, 2), essa congregação cristã é designada por «sinagoga». Nada disto tem a ver, portanto, com a imponente Igreja católica enquanto instituição formal estruturada e oficializada, sobretudo a partir do Concílio de Nicéia, presidido pelo Imperador Constantino, mais de 300 anos após a morte de Cristo. Onde termina a IGREJA PRIMITIVA dos Atos dos Apóstolos e começa o Catolicismo Romano?
Quando Roma tornou-se o famoso império mundial, assimilou no seu sistema os deuses e as religiões dos vários países pagãos que dominava. Com certeza, a Babilônia era a fonte do paganismo desses países, o que nos leva a constatar que a religião primitiva da Roma pagã não era outra senão o culto babilônico. No decorrer dos anos, os Líderes da época começaram a atribuir a si mesmos, o poder de "senhores do povo" de Deus, no lugar da Mensagem deixada por Cristo. Na época da Igreja Primitiva, os verdadeiros Cristãos eram jogados aos leões. Bastava se recusar a seguir os falsos ensinamentos e o castigo vinha a galope. O paganismo babilônico imperava a custa de vidas humanas. No ano 323 d.C, o Imperador Constantino professou conversão ao Cristianismo. As ordens imperiais foram espalhadas por todo o império:
As perseguições deveriam cessar! Nesta época, a Igreja começou a receber grandes honrarias e poderes mundanos. Ao invés de ser separada do mundo, ela passou a ser parte ativa do sistema político que governava. Daí em diante, as misturas do paganismo com o Cristianismo foram crescendo, principalmente em Roma, dando origem ao Catolicismo Romano. O Concílio de Nicéia, na Ásia Menor, presidido por Constantino era composto pelos Bispos que eram nomeados pelo Imperador e por outros que eram nomeados por Líderes Religiosos das diversas comunidades. Tal Concílio consagrou oficialmente a designação "Católica" aplicada à Igreja organizada por Constantino : "Creio na igreja una, santa, católica e apostólica". Poderíamos até mesmo dizer que Constantino foi seu primeiro Papa. Como se vê claramente, a Igreja Católica não foi fundada por Pedro e está longe de ser a Igreja primitiva dos Apóstolos...
Os documentos incluídos no assim-chamado "Novo Testamento" (a saber, os Quatro Evangelhos, os Atos, as Cartas e o Apocalipse) seriam falsificações perpetradas pelos patriarcas da Igreja Romana na época de Constantino, por eles chamado "o Grande" porque permitiu esta contrafação, colaborando com ela.
Constantino não teve sonho algum de "In Hoc Signo Vinces". Tais lendas teriam então sido inventadas pelos patriarcas romanos dos três séculos que se seguiram, durante os quais todos os documentos dos primórdios da assim-chamada "era Cristã" existentes nos arquivos do Império Romano foram completamente alterados. O que realmente aconteceu na época de Constantino, foi que, aliados os presbíteros de Roma e Alexandria, com a cumplicidade dos patriarcas das igrejas locais, dirigiram-se ao Imperador, fizeram-lhe ver que a religião oficial era seguida apenas por uma minoria de patrícios, que a quase totalidade da população do Império era cristã (pertencendo às várias seitas e congregações das províncias); que o Império se estava desintegrando devido a discrepância entre a fé do povo e a dos patrícios; que as investidas constantes de seitas guerreiras essênias da Palestina incitavam as províncias contra a autoridade de Roma; e que, resumindo, a única forma de Constantino conservar o Império seria aceitar a versão Romano-Alexandrina do Cristianismo. Então, os bispos aconselhariam o povo a cooperar com ele; em troca, Constantino ajudaria os bispos a destruírem a influência de todas as outras seitas cristãs! Constantino aceitou este pacto político, tornando a versão Romano-Alexandrina do Cristianismo na religião oficial do Império.
Conseqüentemente, a liderança religiosa passou às mãos dos patriarcas Romano-Alexandrinos, que, auxiliados pelo exército do Imperador, começaram uma "purgação" bem nos moldes daquelas da Rússia moderna. Os cabeças das seitas cristãs independentes foram aprisionados; seus templos, interditados; e congregações inteiras foram sacrificadas nas arenas das províncias de Roma e Alexandria. Os gnósticos gregos, herdeiros dos Mistérios de Elêusis, foram acusados de práticas infames por padres castrados como Orígenes e Irineu (a castração era um método singular de preservar a castidade, derivado do culto de Átis, do qual se originou a psicologia Romano-Alexandrina). Os essênios foram condenados através do hábil truque de fazer dos judeus os vilões do Mistério da Paixão; e com a derrota e dispersão finais dos judeus pelos quatro cantos do Império, a Igreja Romano-Alexandrina respirou desafogada e pode dedicar-se completamente ao que tem sido sua especialidade desde então: AJUDAR OS TIRANOS DO MUNDO A ESCRAVIZAREM OS HOMENS LIVRES.
Em resumo: Por influência dos imperadores Constantino e Teodósio, o Cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano e entrou no desvio. Institucionalizou-se; surgiu o profissionalismo religioso; práticas exteriores do paganismo foram assimiladas; criaram-se ritos e rezas, ofícios e oficiantes. Toda uma estrutura teológica foi montada para atender às pretensões absolutistas da casta sacerdotal dominante, que se impunha aos fiéis com a draconiana afirmação : "Fora da Igreja não há salvação". Além disso, Constantino queria um Império unido e forte, sem dissensões. Para manter o seu domínio sobre os homens e estabelecer a ditadura religiosa, as autoridades eclesiásticas romanas deviam manter a ignorância sobre as filosofias e Escrituras. A mesma Bíblia devia ser diferente. Devia exaltar Deus e os Patriarcas mas, também, um Deus forte, para se opor ao próprio Jeová dos Hebreus, ao Buda, aos poderosos deuses do Olimpo. Era necessário trazer a Divindade Arcaica Oriental, misturada às fábulas com as antigas histórias de Moisés, Elias, Isaías, etc., onde colocaram Jesus, não mais como Messias ou Cristo, mas, maliciosamente, colocou Jesus parafraseado de divindade no lugar de Jezeu Cristna, a segunda pessoa da trindade arcaica do Hinduísmo. Nesse quadro de ambições e privilégios, não havia lugar para uma doutrina que exalta a responsabilidade individual e ensina que o nosso futuro está condicionado ao empenho da renovação interior e não à simples adesão e submissão incondicional aos Dogmas de uma Igreja, os quais, para uma perfeita assimilação, eram necessários admitir a quintessência da teologia : "Credo quia absurdum", ou seja, "Acredito mesmo que seja absurdo", criada por Tertuliano (155-220), apologista Cristão.
Disso tudo deveria nascer uma religião forte como servia ao império romano. Veio ainda a ser criados os simbolismos da Sagrada Família e de todos os Santos, mas as verdades do real cânone do Novo Testamento e parte das Sagradas Escrituras deviam ser suprimidas ou ocultadas, inclusive as obras de Sócrates e outras Filosofias contrárias aos interesses da Igreja que nascia. Esta lógica foi adotada pelas forças clericais mancomunadas com a política romana, que precisava desta religião, forte o bastante, para impor-se aos povos conquistados e reprimidos por Roma, para assegurar-se nas regiões invadidas, onde dominava as terras, mas não o espírito dos povos ocupados. Em troca, o Cristianismo ganhava a Universalidade, pois queria se tornar "A Religião Imperial Católica Apostólica Romana", a Toda Poderosa, que vinha a ser sustentada pela força, ao mesmo tempo em que simulava a graça divina, recomendando o arrependimento e perdão, mas que na prática, derrotava seus inimigos a golpes de espada. Então não era da tolerância pregada pelo Cristianismo que Constantino precisava, mas de uma religião autoritária, rígida, sem evasivas, de longo alcance, com raízes profundas no passado e uma promessa inflexível no futuro, estabelecida mediante poderes, leis e costumes terrenos. Para isso, Constantino devia adaptar a Religião do Carpinteiro, dando-lhes origens divinas e assim impressionaria mais o povo o qual sabendo que Jesus era reconhecido como o próprio Deus na nova religião que nascia, haveria facilidade de impor a sua estrutura hierárquica, seu regime monárquico imperial, e assim os seus poderes ganhariam amplos limites, quase inatingíveis. Quando Constantino morreu, em 337, foi batizado e enterrado na consideração de que ele se tornara um décimo terceiro Apóstolo, e na iconografia eclesiástica veio a ser representado recebendo a coroa das mão de Deus.
Fontes:
* Instituto São Thomás de Aquino - Fundação para Ciência e Tecnologia - Dominicanos de Lisboa - Portugal.
* Documentos da Igreja Cristã, de H. Bettenson.
* UMA HISTÓRIA DA LEITURA, de Alberto Manguel, COMPANHIA DAS LETRAS – SP, 1997 ( páginas 228 a 237 ) da "LEITURA DO FUTURO" - Editora Schwarcz Ltda.
* História da Igreja Católica, Philip Hughes, Dominus.
* História Universal, H.G. Wells.
* Carta à um Maçon - Marcelo Ramos Motta
* LA MISA Y SUS MISTÉRIOS, de J. M. Ragón.
* THE ARCANE SCHOOLS, de John Yarker.
* DO SEXO À DIVINDADE, do Dr. Jorge Adoum.
* CURSO FILOSÓFICO DE LAS INICIACIONES ANTIGUAS Y MODERNAS, de J. M. Ragón.
* ISIS UNVEILED, de Helena Blavatsky, seção sobre o cristianismo.

***Vide discussão com um padre católico num fórum do orkut***
Discussão

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

EXORCISMO


PERGUNTAS E RESPOSTAS A UM ESTUDANTE
Por Frater Magister


Estudante: Frater como se realiza um exorcismo?

Frater: São muitos métodos

Estudante: Pode me ensinar algum que não seja tão complexo, mas seja eficiente?

Frater: Quem você quer exorcizar? (rs)

Estudante: Ninguém em especifico, mas não sei o porquê, depois de algumas experiências astrais fiquei interessado em saber como fazer...

Frater: Bom a igreja tem ritos de exorcismo, mas nós nos utilizamos de banimentos e outras técnicas quando necessárias.

Estudante: Então um ritual como o rubi estrela pode exorcizar uma pessoa?Ou pelo menos fazer com que o demônio saia do corpo da mesma?

Frater: Não é bem assim existem técnicas juntamente com passes magnéticos e descargas eletromagnéticas, isso obviamente não é assunto para msn devido a extensão, mas tudo está atrelado ao desenvolvimento do magista

Estudante: Ok..entendo....

Frater: Qualquer demônio respeita o comando do mago, sem a necessidade de um exorcismo e quando não respeita existem técnicas mágickas para imposição de sua vontade para que ele obedeça. O exorcismo puro ao modo da igreja tem pouquíssima eficácia, cito o caso que virou filme, o “Exorcismo de Emily Rose”, em que a moça faleceu ao final do exorcismo. Ora, se for para matar a vítima do exorcismo, não precisaríamos de exorcismo, concorda? (rs)


Estudante: Isso se dá desde o inicio dos estudos do magista, ou só quando ele já for bem experiente?

Frater: Tudo está atrelado ao desenvolvimento da vontade mágicka do operador, é necessário ter-se um feeling aguçado, pois nem sempre é necessário exorcizarmos alguém,
e por outro lado o magista adestrado possui vidência, possui sensibilidade que está acima das percepções mundanas e com isso consegue manipular a situação ao seu favor. Ele realiza a sua vontade como soberana e isso é uma conquista. Você pode acender uma vela e isso nada representará se você não souber criar a esfera astral adequada ao passo que se eu acendo uma vela, consagro o ambiente aos elementos, crio a esfera astral que desejo como um “ato continuum” de minha mente. O universo é mental, mas o mago pode expandir o seu micro universo, microposopos ou microcosmo então esta esfera ou microcosmo criado pelo mago onde ele exercerá total poder e comando, sendo o soberano neste território. O mundo é magnetizado pela luz do Sol, e nós somos magnetizados pela Luz Astral do mundo, que opera no corpo do planeta e se repete em nós. Dentro de nós há três mundos analógicos e hierárquicos, como em toda a Natureza. Homem é o Microcosmo ou pequeno mundo, e, de acordo com a doutrina de analogias, tudo que está no grande mundo é reproduzido dentro do pequeno. Conseqüentemente nós temos quatro centros de atração fluídica e de projeção. O cérebro para o coração, deste para o epigástrico e deste para órgão genital, alternando-se e vice-versa. Tal aparato em nós inserido coloca nossos egos em comunicação com o fluido universal provido a nós pelo sistema nervoso central, onde estão localizados os meridianos da acupuntura, tidos como canais de energia.
Todo corpo da verdadeira doutrina mágicka é uma interação mágicka ou equilíbrio entre duas forças pulsantes uma que ascende e outra cai, pois como disse Crowley no Livro da Lei existe a Pomba e a Serpente. Fazendo uso da palavra (verbo) e do fluído magnético, nós empregamos uma expressão aceita que busca ser entendida desta maneira, pois o sistema de vibrações eletromagnéticas que impregnam o astral explica a natureza deste fenomenal assunto.

Estudante: E essa luz astral pode ser desvirtuada por pessoas, digamos, despreparadas, em outras palavras, o discípulo pode achar que está no caminho certo, quando na verdade estará entregue a um instrutor despreparado?

Frater: Pode sim meu caro, e aí que mora o real perigo, a luz astral em questão, como sendo o instrumento da vida, se subordinada a um mecanismo cego, procedendo de centros automáticos arbitrários, se torna uma luz morta ou um buraco negro que só tenderá a seguir determinadas impulsões ou leis fatais. Isto também é comum ao estudante que busca indefinidamente e não pratica nada. O correto é se você achou um caminho, trilhe por ele, veja até onde ele pode te levar, faça experimentos. Constate por si só, e oriente-se por aí. A maestria não provém de títulos, pois aquele que sabe, demonstra na prática, e sabe criar a esfera mágicka que desejar. A luz astral é fatal para o magista ignorante, que sem conhecimento de causa executa e experimenta sem avaliar os danos; sendo indubitavelmente contagioso para aqueles que o seguem respirar o mesmo ar de uma pessoa mentalmente doente, pois estar dentro do círculo de atração e expansão que cerca este ser, só atrairá o contrário e o perverso numa intoxicação completa da Luz Astral.


segunda-feira, 10 de novembro de 2008

OS ESCRAVOS SERVIRÃO!


Por Francisco Marengo


Qual é a primeira impressão que essa frase causa? Com certeza algo relacionado à intolerância, a discriminação, etc. Posso assegurar que não é nada disso. Vou tentar nessas poucas linhas explicar o significado dessa frase.

Vamos refletir nessa simples frase do Líber Al II, 58-59:

58. Sim! Não considereis mudança: vós sereis como vós sois, & não outro. Portanto os reis da terra serão Reis para sempre: os escravos servirão. Não há ninguém que será rebaixado ou exaltado: tudo é sempre como foi. Entretanto há os meus servos disfarçados: pode ser que aquele mendigo adiante seja um Rei. Um Rei pode escolher sua vestimenta como ele quiser: não há teste seguro: mas um mendigo não pode esconder sua pobreza.
59. Cuidado, portanto! Ama a todos, pois pode ser que haja um Rei escondido! Dizes assim? Tolo! Se ele for um Rei, tu não podes machucá-lo.
Nós reconhecemos dois tipos dos povos no mundo: reis e escravos. Como novatos do trabalho na Grande Obra, naturalmente, precisamos ser REIS E MESTRES, ou buscar a maestria para que nos livremos da escravidão e da limitação. Nós não procuramos dominar ou controlar outros, mas dominar e controlar a nós mesmos, o que já é um grande feito. Os reis são aqueles que realizam e fazem sua própria vontade verdadeira, e que vivem como indivíduos livres, autogovernados e auto-suficientes, sendo eles cidadãos do mundo. Os escravos, por outro lado, ignoram sua verdadeira vontade, sendo parte da consciência coletiva e da massa de conformismo, perdida e limitada em um mundo insensível e ignorante repletos da desilusão. Os reis são poucos, escravos são muitos. Os reis são os verdadeiros empregados da Divindade, que exercitam o amor sob vontade, e unem-se com o Todo fazendo do movimento do Universo a sua própria verdadeira vontade. Os escravos são limitados a suas naturezas inferiores ou pessoais, e nem sabem a que vieram e para onde vão.


“Reis e escravos”, mas o que isso quer dizer? Todos os escravos poderiam um dia se tornar Reis? Os Reis poderiam se tornar escravos? Qual é a diferença entre um e outro e qual é o preço a se pagar? É isso que tentarei explicar para vocês neste ensaio.

Vou falar sobre os escravos - os conformistas e passivos. São aquelas pessoas que só pensam nelas mesmas, havendo um sentido de egoísmo em tudo que fazem. Que pensam em trabalhar para ganhar “apenas” o seu sustento. São pessoas que não se interessam em evoluir e nem em aprender nada. Geralmente tem medo de saber “verdades” e com isso abrirem os olhos e gerar “responsabilidade”, ou então realmente não estão preparadas para aprender nada. Jamais deixarão nada de produtivo para humanidade. Um aprendizado oculto poderia resultar num choque com suas crenças. As pessoas nem sempre estão prontas para isso, pois precisam de um deus que as julgue, conduza, castigue, proteja. Buscam receber presentes e dádivas divinas a todo instante, para isso não medem esforços em fazer toda a sorte de promessas absolutamente sem nenhum sentido. Fazem como os três macaquinhos, tampando os próprios olhos, ouvidos e bocas. São os “covardes da vida”, os omissos, os preguiçosos, os comodistas, é aquele que dá a esmola o mais rápido possível, para se ver livre dos mendigos, e nem são capazes de perceber a sua própria pobreza. Se vestir as vestes de um rei, o escravo não conseguirá esconder a sua miséria, a miséria de sua alma.

São atoleimados que adoram criar ofensas dirigidas as pessoas de bem, geralmente com termos chulos. Não há nenhuma honra em um cretinóide que ofende em público sem ter qualquer fundamento. O escravo geralmente pretende posar de intelectual, mas, sempre mostra ser um sevandija, nada mais que um biltre. E na ignorância que caracteriza os bilhostres do escravo. Tomam qualquer pessoa ser do mesmo jaez que ele. O escravo gosta de se fazer de vítima, algo como um tipo de mártir vitimado pelos desmandos dos reis, que calam as vozes dissidentes.


A segunda classe é a dos Reis. Os Reis são aqueles que querem! Eles querem saber, eles querem ousar, eles querem vencer, querem prosperar, etc. Estão em constante busca de sua Verdadeira Vontade, de sua Vontade Pessoal. Preocupam-se com suas realizações, fazem, agem, não importa a eles se terão algum reconhecimento futuro. A chave de suas vidas é: “Sem ânsia de resultados”. Sim, porque a ansiedade destrona reis, derruba os guerreiros, não nos permite ter sucesso em nossas realizações. Reconhecem as necessidades de sua coletividade e se esforçam para mudar o que precisa ser mudado e trabalhar de forma inteligente e sábia.

Sabe por que os escravos são escravos e os Reis são Reis? Simples, porque eles querem! Por que cada um deles escolheu assim, logo cada um é totalmente responsável por suas escolhas. Isso é simples de se entender, mas existem segredos nisso!

O universo é tão perfeito em sua mecânica! Pena que tão poucos conseguem ver isso. Os escravos não amargam as derrotas da vida como um Rei faria.

O Rei não sofre, porque ele gosta do que faz. O escravo querendo ou não riquezas, ele não quer ter responsabilidades e nem quer agir. Eles têm que se conformar com a miséria! É uma escolha deles. Os Reis podem ter de tudo, mas tem que cuidar de tudo, correr atrás de tudo. Eles têm que se conformar com a correria, com o constante movimento! É uma escolha deles. Os escravos têm que ser empregados dos Reis, é sua escolha. E não adianta dizer que se não houvesse escravos e pedintes, os reis estariam em maus lençóis, porque um rei não precisa ser exatamente milionário, ele sabe servir e se serve, o faz com dedicação, com prazer, diferentemente do escravo que precisa ser impulsionado para servir, pois quando faz, faz de mal gosto.


Mas, a mecânica social é ainda mais perfeita do que parece. Os reis têm uma coisa que os escravos não enxergam. É uma espécie de maldição para os escravos. Os reis sentem prazer na vida! É isso mesmo. Eles, por exemplo, chegam muito cansados do serviço e com um simples prato de comida, sentem um prazer (energia) que os escravos JAMAIS sentiriam com o mesmo prato. Isto se dá porque os escravos xingam, condenam suas próprias vidas, precisam achar um culpado para seus males.

Os reis sentem prazer nas pequenas coisas da vida, o que para um escravo é quase impossível sentir. Ainda mais na mesma intensidade e força. Vocês não percebem como os reis vivem sorrindo? Vivem felizes e qualquer mísera coisa já é um grande motivo para festa. Os escravos, quanto mais conseguem, mais insatisfeitos ficarão. Você pode dizer: “Eu quero uma bela casa!” Você pode ter. Um rei pode ter o que quiser, mas quando perceber que conquistou um sonho, sempre vai querer algo maior. Não porque não está satisfeito. É porque o rei vive para ação e para a conquista. Sabe que bens materiais também fazem parte de suas conquistas.

É claro que quando entramos em uma concessionária para tirar um importado zero é delicioso! O cheiro do carro novo, o roncar do motor. É um prazer imenso!

Chegará uma hora em que o escravo não mais conseguirá sentir prazer na vida, cairá na massa de conformismo.

Mais aí entra outro segredinho o que as pessoas precisam saber para não se afundarem em suas mágoas. Sabe onde fica a maior e inesgotável fonte de prazer? Como disse, no prazer da conquista. Se o escravo não perceber o quanto poderiam se beneficiar com isso, ele começará a nutrir um grande ódio ao ver alguém feliz, já que ele não consegue ter tudo que deseja, e não consegue ser feliz também. Aprenderão a tragar as alegrias alheias. TUDO NO UNIVERSO É UMA TROCA.

Um escravo egoísta é alguém mergulhado na infelicidade e de nada adiantará todas as suas conquistas. Um Rei traz felicidade, e quanto mais disso fizer, mais feliz ele será! E com isso, os escravos também são cuidados e quiçá poderão com esse contágio aprenderem a ser reis. Eu diria que a felicidade dos pequenos faz a felicidade dos reis. Porque se ficassem parados com todo o dinheiro, morreriam nas teias da infelicidade e então ao invés de reis, seriam escravos. O mundo todo deve prosperar!

Enquanto os escravos não souberem disso, eles sempre se sentirão injustiçados. Haverá crimes, seqüestros, corrupção, problemas sociais e descontentamentos. Enfim, a lei da ação e reação infalível.

Os Reis fazem descobertas e evoluem junto com a terra em que todos vivem. Eles trabalham para concretizar sonhos, eles descobrem e projetam felicidade com suas criações, não importa o que seja. E, um mundo só de escravos? Eles jamais teriam saído das cavernas. Equilíbrio é a palavra chave do universo. Sem ele, nada existe nada prospera. O egoísmo dos escravos de quererem ter tudo que foi pago e conquistado pelos reis, pago com alegria. O egoísmo dos escravos em não quererem se mover, e ainda assim acharem que devam ser pagos com o trabalho dos Reis. Os escravos servirão!

Não há distinções básicas entre nenhum ser humano. Mas, há distinções naquilo que os impelem para frente e naquilo que atravanca seu progresso e crescimento. O que é quase inalcançável para uns, é conquistado por outros, muitas vezes tendo nascido em condições mais precárias que esses. São essas pequenas coisas que distinguem os grandes seres, dos pequenos e reclusos em sua concha.

O que você quer ser? Um rei ou um escravo?

Amor é a lei, amor sob vontade!